
bosk
bosk faz utensílios de madeira à mão para restaurantes de alta cozinha. A marca inteira se apoia num único gesto: tirar o o do nome e pôr no seu lugar uma forma orgânica que é, conforme se olhe, o corte de um tronco ou a copa de uma árvore. Essa forma depois é isólogo, é selo e é área de respeito.
- Princípios e propósito
- Personalidade e valores
- Tom de voz e narrativa
- Manifesto e conceito
- Logotipo e isólogo
- Selo e área de respeito
- Tipografias
- Paleta
- Packaging e envios
- Papelaria
- Catálogo e via pública
- Vestuário e loja
Um objeto que não pode competir com o prato
bosk fabrica à mão, em madeira, para restaurantes que já têm uma linguagem própria. Ali um utensílio não é o protagonista: se chama atenção demais compete com o prato; se não se nota, é um cabo qualquer. O artesanal, além disso, chega carregado de clichês rústicos que não servem a uma mesa de alta cozinha. Era preciso soar feito à mão sem soar a feira.
A harmonia não é um adorno, é o critério
O posicionamento ficou em duas palavras — sabedoria artesanal — e dali desceu tudo: uma personalidade paciente, detalhista e sensível, e três valores que são empatia, profissionalismo e personalização. O tom é sereno, preciso e evocador: fala pouco, não explica, sugere. O manifesto põe a natureza como aquela que empurra cada decisão e pede que cada peça seja harmônica com essa essência. O conceito fechou na frase que depois virou tagline: bosk é harmony matters.
Uma letra a menos, e um bosque no seu lugar
O logotipo se compõe em DM Serif Display e tira o o: no seu lugar vai uma forma orgânica e irregular que se lê como o corte de um tronco ou como a copa de uma árvore vista de cima. Essa forma faz depois todo o trabalho — dentro leva o tagline e vira isólogo, repetida sobre seu contorno vira selo, e ampliada em volta define a área de respeito. Sweet Sans Pro e Inter completam o sistema, uma para o impresso e a outra para o digital. A paleta são duas cores, jet black e pure white, e não faz falta uma terceira: tudo se diz nesse contraste.
Sweet Sans Pro
Inter
O selo assina de um tubo até uma vitrine
O sistema desce para um tubo de kraft onde uma colher viaja com o manifesto impresso e um desenho técnico que parece uma patente. Dali segue em caixas, fitas, envelopes, cartões, sacolas, uma camiseta, um catálogo de coleção e uma vitrine. Em quase todas, o que assina não é o logotipo e sim o selo: a frase girando sobre si mesma até fechar o círculo. Imprime-se a uma cor sobre papel sem branquear, que é o que uma marca de objetos feitos à mão pode sustentar sem se contradizer.








